As pessoas são tão diferentes. Aprecio muito que o sejam. Fico a pensar se me acharão diferente. Adoraria que achassem. Ser tudo igual é característica de azulejo na parede e, mesmo assim, há quem misture.
Eu sou a favor de uma meia de cada cor. Adoro cores. A minha mãe diz: organiza. Julga que eu baralho demasiado.
Às vezes, fico horas a arrumar o meu quarto. Cansa, mas gosto do resultado final. Queria muito acreditar em fadas que nos mantivessem os trabalhos chatos sempre feitos. Mas isso não acontece. Para ser menos chato, eu canto no trabalho. Chego a ficar rouca, das horas e da falta de afinação. Sou, enquanto cantora, prima das cacatuas. Não me importo. Ainda assim, eu canto. Adoro cantar.
Eu sou a favor de uma meia de cada cor. Adoro cores. A minha mãe diz: organiza. Julga que eu baralho demasiado.
Às vezes, fico horas a arrumar o meu quarto. Cansa, mas gosto do resultado final. Queria muito acreditar em fadas que nos mantivessem os trabalhos chatos sempre feitos. Mas isso não acontece. Para ser menos chato, eu canto no trabalho. Chego a ficar rouca, das horas e da falta de afinação. Sou, enquanto cantora, prima das cacatuas. Não me importo. Ainda assim, eu canto. Adoro cantar.
Valter Hugo Mãe, O paraíso são os outros